quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Blue Velvet. Por mim mesmo.

Se perguntarem por mim, digam que estou bem, que meu cabelo cresceu. 

Digam que estou mais azul que o veludo de Bobby Vinton.

Pois eu ainda consigo ver seus olhos marejarem e sentir a água percorrer seu corpo. Acalme-se. A noite está apenas no começo de seu ciclo, pense como seria bom imaginá-la nesse veludo, caminhando pela inocência entre seus olhos, entre o nosso ciclo. Imagine que o Mundo possa ser coberto pelas suas lágrimas? Que ao passar delas, florescesse amarantos vívidos. Como o nosso amor. Como uma chama vívida e alaranjada, tão alaranjada quanto o por do sol, somente imagine o rio formado pela sua tristeza e nade nele, pois não vai ser o fim do Mundo cortejar suas próprias tristezas, nem o começo dele. Vai ser que nem quando nascemos lembra-se disso? Por isso, guie-me, eu peço a você essa honra, pois não há nada como caminhar do lado da pessoa que faz a sua vida parecer azul. Um veludo e intenso azul



Em homenagem a música de Bobby Vinton – Blue Velvet


É apaixonante quando você escuta uma música pela primeira vez e a mesma tira você de sintonia; sim, foi como me senti escutando Blue Velvet, performado pela belíssima Lana Del Rey.
As vezes sinto que há um vazio mesmo, sinto que escrevo sobre 'duas pessoas' querendo estar no lugar de uma delas. E sim. Fala-se sobre um veludo [She wore Blue Velvet/Bluer than velvet was the night]. Eu não entendo essa minha fascinação pela vida a dois. É como um cetim que aos poucos vai se rasgando, delicado, porém agressivo.
A maioria dos relacionamentos são assim, como cetim, mas Bobby Vinton tem um 'Q' a mais nisso tudo. Faz com que tudo vire amor. Amor. Amor. Amor.
Mas eu volto pra vida real, Ah se volto... Não dá pra dispersar o calor da minha mente nesse sentimento. Por isso eu somente vago por aí...

"I just Ride"

Nenhum comentário:

Postar um comentário