Diz para mim que tudo que a gente passa vai tornar-se apenas devaneios?
Diz para quem está fazendo isso com você que tudo isso não passa de invenção da sua cabeça? Que estamos todos aqui somente por estarmos aqui colocando sorrisos falsos em nossos rostos e, mecanicamente, trabalhando uma emoção que nunca tivemos.
Diz que estou errado? Será que realmente estou? Diz que minhas desculpas são da boca para fora, pois elas realmente são. Amores são devaneios e, por você, não há devaneio. O ódio circula minha aura de amor. O Amor e o ódio caminham juntos, de mãos dadas. É como dar a primeira tragada nesse cigarro que acabei de acender. O cheiro do tabaco que circula meu corpo e esta pequena sala em que vos escrevo entra em meus poros e circula sobre as minhas regiões estáticas. Elas penetram os meus ares, tiram meus ares, roubam meus ares, destroem meus lares.
E de destruição eu sei escrever. Pois sei desconstruir você, seu argumento, sua vida, seus planos, amores, devaneios e desgraças. Posso converter sua felicidade em tristeza ou posso até mesmo convertê-la em cinzas. Pois de cinzas vive seu amor, de cinzas vive suas paixões, de cinza vive seus olhares, mortos, decaídos e julgados pela sociedade porca e elitista. A mesma sociedade que paga esse entretenimento que é ver a desgraça alheia como um circo de horrores.
Diz para mim que estou tomando esses remédios apenas para eles me iludirem, que estou jogando quilos, litros, gigabytes de remédios em meu corpo para deformar todas as formas de vida que existem em meu corpo! Vamos tirar essa vida que lhe habita. Para que pensar em algo que bate sendo que você se movimento apenas por reflexos de seus devaneios
Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.Devaneios. Devaneios. Devaneios.
Diz para mim que quero correr de você. Quero correr dos teus braços, suas correntes, suas amarras. Você sufoca, aperta, amassa, mata, destrói, rasga, desfaz. Eu enlouqueço, nós enlouquecemos. Já não temos mais nada a conversar, já não temos mais nada a contar. A não ser o ódio que agora nutrimos mutuamente.
Se for pra odiar, vamos nos odiar na mesma frequência de rádio que tocou a nossa música. Nossa música. Nosso blues, jazz, rock, pop, etc. Etc. Etc. Etc. Etc.
Hoje vivo devido ao ETC. Se hoje estou aqui escrevendo esse texto que, para você, não faz sentido algum é devido aos meus ETCs.
Se você entender, pelo menos, metade das coisas que lhe falo hoje, que lhe reporto, que lhe jogo e lhe esfaqueio vem e dê as mãos para a minha pessoa. Eu somente vago e, com isso, comente vagaremos.
O nosso Élan está longe de se tornar realidade.