domingo, 20 de outubro de 2013

O garoto que disse que nunca voltaria atrás... mas voltou.

Ok, eu sempre volto. Quem disse que voltar atrás não é uma escolha? As pessoas sempre pensam que seguir adiante é um novo começo, mas e olhar pra trás e ver que o que estava lá é melhor do que o que está aqui? Não podemos desconsiderar o passado apenas para dar chance ao presente, há de aprender com os nossos erros, há de voltar atrás em certas decisões para tomar as certas mais pra frente - ou as erradas, afinal, o mesmo erro - ou outro erro - sempre pode ocorrer.
Num lugar onde o certo ou errado entra em contradição, cometer o erro duas vezes não é burrice. Se apaixonar ou voltar atrás estão nesses erros também.
Já dizia um certo cara: "nem tudo são rosas", mas e se você não gostar de rosas? A obrigatoriedade dessa frase é tão grande que me faz repensar em certas coisas discutidas em seu dia-a-dia. Hoje em dia nem opinião própria faz sentido quanto mais erros? O que levaria uma pessoa a dizer a ela mesma que não cometeria o erro outra vez? O futuro a quem pertence? Jogar os erros nas mãos de forças superiores é muito fácil, o difícil mesmo é tentar dialogar com eles e ver quem está errado: você ou seus erros. Meio contraditório não? Pois bem, que comete erros é você, então na maioria das vezes - e não sempre - quem está errado é você.

Você está errado por apenas não querer voltar atrás em certas falas, errado em tentar fazer tudo dar certo na chance de tentar fazer alguma coisa de bom pra você e seus próximos quando na verdade tudo isso não passa de erros e nisso volta todo aquele ciclo de que "eu não volto atrás, essa é a minha decisão". Meu jovem, não foi você mesmo que disse, há dois minutos, que aquela era a sua decisão? Erros são tão superficiais, vamos brincar com eles, vamos voltar atrás, vamos dizer 'oi' pro passado novamente. Dê as mãos a ele e diga: hoje sou eu que dito as regras.

Ah, mas se tudo fosse tão fácil assim...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sobre once, once, once yeah-ah...

Depois de recuperar meu notebook na assistência e ver que ele está em perfeito estado eis que aparece eu aqui de novo para contemplar certas devaneios. Mas isso foi só uma introduçãozinha ridícula pra falar que demorei mas cheguei e vou partir pra um novo texto

E quando tudo parecia desmoronar surgiu você. E eu pensando que tudo poderia ter sido quebrado como porcelana chinesa ao chão. Na verdade ela caiu e eu ainda estou aqui desmoronado pegando cada caco desse objeto sem fim no meu chão amadeirado - que por pior (ou melhor) que pareça, ainda tem o seu cheiro. E não basta ainda ter que conversar com uma página em branco ainda tem que ter o seu olhar inscrito nela. Te desenho como se fosse luz ao vento, não te enxergo, mas te sinto. É como brisa de maré alta sabe? Quando ela está tocando os seus pés, congelando a superfície de seus dedos e aquela brisa sobe em seus cabelos parcialmente molhados ainda do mergulho de sangue que você fez me dar.
Mas é engraçado como o Mundo dá voltas né? Hoje eu terminei de pegar todos os cacos, tirei a minha cadeira da frente do mar e agora eu só vejo a cidade de pedra. Pra que me aventurar em ondas se eu posso ficar no sereno e calmo lago de pedra? Eu posso afirmar pra você com todas as letras que ainda dói tudo o que você me fez passar, mas deixamos tudo isso de lado e conversamos como velhos e bons amigos. Um dia você acreditou que tudo isso não passaria de mentiras jogadas ao vento? Por que pra você pareceu muito fácil dizer 'eu gosto de você' quando na verdade o seu pensamento era outro. Deveria eu ter acreditado em todas essas palavras jogadas no ar? Acho que só toquei o chão novamente quando eu percebi que as suas palavras não voavam. Elas apenas ficaram em volta de mim rindo como se fossem apenas a sociedade opressora do século XXI. Diria que está mais pra outro século o nosso amor, mas você é muito atual pra esse tipo de coisa. Digo coisa em sentido físico mesmo, de carne com carne se esfarelando ao chão frio da meia noite. Posso estar apenas filosofando por duas semanas, mas digo e repito: não foram apenas duas semanas. Durou a eternidade.

E como uma velha amiga minha disse: I'm only gonna let you kill me once.