terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sobre once, once, once yeah-ah...

Depois de recuperar meu notebook na assistência e ver que ele está em perfeito estado eis que aparece eu aqui de novo para contemplar certas devaneios. Mas isso foi só uma introduçãozinha ridícula pra falar que demorei mas cheguei e vou partir pra um novo texto

E quando tudo parecia desmoronar surgiu você. E eu pensando que tudo poderia ter sido quebrado como porcelana chinesa ao chão. Na verdade ela caiu e eu ainda estou aqui desmoronado pegando cada caco desse objeto sem fim no meu chão amadeirado - que por pior (ou melhor) que pareça, ainda tem o seu cheiro. E não basta ainda ter que conversar com uma página em branco ainda tem que ter o seu olhar inscrito nela. Te desenho como se fosse luz ao vento, não te enxergo, mas te sinto. É como brisa de maré alta sabe? Quando ela está tocando os seus pés, congelando a superfície de seus dedos e aquela brisa sobe em seus cabelos parcialmente molhados ainda do mergulho de sangue que você fez me dar.
Mas é engraçado como o Mundo dá voltas né? Hoje eu terminei de pegar todos os cacos, tirei a minha cadeira da frente do mar e agora eu só vejo a cidade de pedra. Pra que me aventurar em ondas se eu posso ficar no sereno e calmo lago de pedra? Eu posso afirmar pra você com todas as letras que ainda dói tudo o que você me fez passar, mas deixamos tudo isso de lado e conversamos como velhos e bons amigos. Um dia você acreditou que tudo isso não passaria de mentiras jogadas ao vento? Por que pra você pareceu muito fácil dizer 'eu gosto de você' quando na verdade o seu pensamento era outro. Deveria eu ter acreditado em todas essas palavras jogadas no ar? Acho que só toquei o chão novamente quando eu percebi que as suas palavras não voavam. Elas apenas ficaram em volta de mim rindo como se fossem apenas a sociedade opressora do século XXI. Diria que está mais pra outro século o nosso amor, mas você é muito atual pra esse tipo de coisa. Digo coisa em sentido físico mesmo, de carne com carne se esfarelando ao chão frio da meia noite. Posso estar apenas filosofando por duas semanas, mas digo e repito: não foram apenas duas semanas. Durou a eternidade.

E como uma velha amiga minha disse: I'm only gonna let you kill me once.

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