Eu sabia exatamente o que fazer enquanto estava pensando em viajar com meu pai:
- Eu queria me desvincular um pouco da minha mãe;
- Pensar em certas atitudes das quais estavam me fazendo perder a minha vontade de levantar da cama;
- Tentar buscar um relacionamento com meu pai - ausente e workaholic - para tentar viver em paz com meu eu interior;
- Fazer, de todas as maneiras, com que meu irmão aceite o irmãozinho que ele tem independente de nossas brigas.
E todos esses 4 itens me faz pensar de que, em apenas 7 meses, minha vida virou de cabeça para baixo. Minhas preocupações saíram do ramo "vou estudar/beber uma cerveja/trepar/dormir" para "vou estudar/beber uma cerveja/me preocupar no relacionamento com a minha família/ tentar parar de chorar por nada/ voltar a ter sede de viver/trepar/chorar mais um pouco e ver como a minha vida virou uma desgraça/dormir". Já não consigo nem me entender e ainda tenho que ficar de molho, parado mesmo e vendo a vida passar em câmera lenta.
O sol ainda queima meus fios de cabelos pretos como a mais dura e firme capa de um livro velho, mas agora eu percebi como é pegar fogo. Isso me deixa confuso: o queimar todos, todas as cinzas vindas dos meus pensamentos enérgicos e depressivos me traz de volta a uma realidade abandonada no ano de 2011, que é ter toda a sua liberdade repreendida por uma pessoas que não está mais lhe dando a mínima moral, que está lhe fazendo sofrer, que está te destruindo e mesmo no final de todos os dias tem a audácia de chegar, lhe dar um beijo, lhe desejar a "benção" e ainda cuspir um "eu te amo" na sua cara. Por incrível que pareça essa ultraviolência acaba tendo resultados negativos. Da-se a noção de que tudo que você tentou buscar nos anos fora foram jogados no lixo para ter apenas a sensação de "um beijo de boa noite e aquele 'eu te amo' que te machuca, te assassina'.
Eu não preciso dizer a todos que tudo isso está acabando com os meus sentimentos, que já eram poucos. Minha vontade de deixar o Mundo que habito agora está estampada em letras garrafais pelo meu corpo e isso só me faz perder pessoas que antes diziam-se ser paixões e hoje são apenas meros devaneios.
A loucura de um jovem-adulto é essa. Quero ainda tentar lembrar de algumas coisas que eu poderia estar fazendo agora, mas apenas estou detalhando o meu sofrimento para ninguém - pois sei que ninguém está lendo, sei que tudo isso não passa de um devaneio na minha cabeça.
Dom está morto. Dom foi morrendo aos poucos e sobra somente os restos dele encarnado num corpo de uma pessoa que costumava ser Dom.
Portanto nesse texto, vos falo que: Aqui jaz Dom, aquele jovem alegre, emotivo, fumante e fucking wild, crazy and free. De 2012 a 2013. O interior o matou e dizem que ele ressuscita no período de férias. Quais férias, caro Watson?
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