Esses dias eu conversei com a minha mãe, a qual por muito tempo eu fiquei longe e agora me aproximo, o quão a escrita salvou a vida dela em seu momento de término com meu pai.
Me lembro até hoje de como foi o dia, não lembro a data exata, mas tinha 15 anos, 2009, e a cozinha, que já era grande naquela época, ficou maior ainda.
Foi a primeira vez que vi meu pai chorar. Meu pai. 1,62m, de puro "caipirismo". Nunca foi tão fácil para ele demonstrar o sentimento dele, mas, naquele dia, tudo virou.
A conversa não foi fácil, mas com 15 anos eu só pensava em tirar uma nota alta em matemática e conversar no telefone (lembram disso?), não tinha entendi o sentido nas palavras da minha mãe em "ser mulher" e do meu pai em "achar que perdeu o amor da vida dele".
Hoje eu entendo.
32 anos na cara para entender que a minha mãe precisava ser feliz e que meu pai precisava de um tapa na cara da vida para melhorar como ser humano.
Atualmente eu não ando muito bem da cabeça não. Tenho misturado droga lícita e ilícita com álcool, me disseram que não é saudável, mas eu sempre fui muito rebelde para nadar a favor da maré.
Pois me lembro que, mesmo afogando, eu nadava contra. Até que me falaram para nadar na diagonal.
Nadar a favor da maré não é o intuito desse texto.
O intuito é sempre nadar na diagonal para não se afogar e chegar na areia, pisar em terra firme e voltar a ter a posição que um dia a gente teve.
Mas quem leu todos esses textos sabe que a areia nunca foi a minha praia, não é?
E eu nunca lembro como aprendi a boiar, mas lembro de sempre que segui em frente, nunca na diagonal.
Dessa forma, meu caro, será que o lance é "diagonalmente" em frente?
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