terça-feira, 16 de junho de 2026

Sobre o retorno...

 Esses dias eu conversei com a minha mãe, a qual por muito tempo eu fiquei longe e agora me aproximo, o quão a escrita salvou a vida dela em seu momento de término com meu pai.

Me lembro até hoje de como foi o dia, não lembro a data exata, mas tinha 15 anos, 2009, e a cozinha, que já era grande naquela época, ficou maior ainda.

Foi a primeira vez que vi meu pai chorar. Meu pai. 1,62m, de puro "caipirismo". Nunca foi tão fácil para ele demonstrar o sentimento dele, mas, naquele dia, tudo virou.

A conversa não foi fácil, mas com 15 anos eu só pensava em tirar uma nota alta em matemática e conversar no telefone (lembram disso?), não tinha entendi o sentido nas palavras da minha mãe em "ser mulher" e do meu pai em "achar que perdeu o amor da vida dele".

Hoje eu entendo.

32 anos na cara para entender que a minha mãe precisava ser feliz e que meu pai precisava de um tapa na cara da vida para melhorar como ser humano.

Atualmente eu não ando muito bem da cabeça não. Tenho misturado droga lícita e ilícita com álcool, me disseram que não é saudável, mas eu sempre fui muito rebelde para nadar a favor da maré.

Pois me lembro que, mesmo afogando, eu nadava contra. Até que me falaram para nadar na diagonal.

Nadar a favor da maré não é o intuito desse texto.

O intuito é sempre nadar na diagonal para não se afogar e chegar na areia, pisar em terra firme e voltar a ter a posição que um dia a gente teve.

Mas quem leu todos esses textos sabe que a areia nunca foi a minha praia, não é?

E eu nunca lembro como aprendi a boiar, mas lembro de sempre que segui em frente, nunca na diagonal.

Dessa forma, meu caro, será que o lance é "diagonalmente" em frente? 



Nenhum comentário:

Postar um comentário